“Antes Deus fala uma e duas vezes, porém ninguém atenta para isso.

Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama,

Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução,

Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba.

Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. ” 

Jó 33:14-18

Em nosso segundo artigo da série “Deus Fala Comigo” falaremos daquele momento no qual a comunicação divina ocorre quando estamos dormindo, que geralmente chamamos de sonhos, mas que às vezes são chamadas de visões. Alguns sonhos são tão sagrados que nem podem ser compartilhados. Alguns são tão especiais que podem nos mostrar a vida pré-mortal, podem mostrar nosso futuro e nossa posteridade, podem mostrar a nós mesmos em um futuro ressurreto e glorioso, podem mostrar nossos antepassados falecidos e o mundo espiritual, podem nos mostrar profetas antigos e, os mais sagrados de todos, podem nos mostrar o Salvador Jesus Cristo. Eles podem ser longos e complexos, mas também curtos e objetivos. Em geral, eles servem para nos advertir, nos consolar, nos proteger, nos fortalecer ou nos instruir.

É claro que não são todos os sonhos que são revelações divinas, então você pode se perguntar: Como vou saber se o sonho que tive foi uma revelação ou somente algo de minha cabeça? Bem, essa é uma pergunta difícil e pessoal, porém, eu te responderia que quando você recebe um sonho de Deus, você sente que ele veio de Deus, e geralmente você se sente grato, impressionado ou instruído. Portanto, considere isso – se você acordar sem se sentir impressionado, grato ou instruído, provavelmente seu sonho não foi uma revelação. Às vezes a mensagem não é tão clara, e precisamos orar quando acordamos, e a interpretação nos vem depois que oramos. Porém, se mesmo depois de orar a respeito, você somente se lembrar de um sonho estranho e sem sentido, eu diria que provavelmente você não recebeu uma revelação. Pense bem, por que Deus enviaria uma mensagem que você não tem condições de interpretar ou de entender?

Fato é que os sonhos foram diversas vezes utilizados por Deus para orientar as pessoas nas escrituras. Primeiramente veremos 5 exemplos nas Escrituras, depois compartilharei alguns exemplos pessoais.

Jacó – Gênesis 28:11-16

11 E chegou a um lugar onde passou a noite, porque o sol já se havia posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por sua cabeceira, e deitou-se naquele lugar,

 12 sonhou, e eis que uma escada estava posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela;

 13 E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua semente;

 14 E a tua semente será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua semente serão todas as famílias da terra abençoadas.

 15 E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei retornar a esta terra; porque não te deixarei, até que te haja feito o que te disse.

 16 Tendo acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Certamente o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia.

 

José – Gênesis 37:5-8

Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.

 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos,este sonho que sonhei:

 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.

 Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o odiaram por seus sonhos e por suas palavras.

 

Moisés – Números 12:6-8

E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonho falarei com ele.

 Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.

 Boca a boca falo com ele, e claramente, e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?

 

José e Maria – Nascimento de Cristo – Mateus 1:18-24

18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se unirem, achou-se grávida do Espírito Santo.

 19 Então José, seu marido, como era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.

 20 E projetando ele isso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu num sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;

 21 E dará à luz um filho e tu chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.

 22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz:

 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco.

 24 E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher;

 

 Leí- 1Néfi 8:2, 3:2, 2:2, 1: 16

E aconteceu que durante a permanência de meu pai no deserto, ele nos falou, dizendo: Eis que sonhei um sonho ou, em outras palavras, tive uma visão.

 E aconteceu que o Senhor ordenou a meu pai, num sonho, que partisse com a família para o deserto.

E aconteceu que ele me falou, dizendo: Eis que sonhei um sonho, no qual o Senhor me ordenou que tu e teus irmãos voltásseis a Jerusalém.

16 E agora eu, Néfi, não faço um relato completo das coisas que meu pai escreveu, pois ele escreveu muitas coisas que viu em visões e em sonhos; e também escreveu muitas coisas que profetizou e disse a seus filhos, das quais não farei um relato completo.

Em março de 1999, quando eu tinha 5 meses de batismo, eu estava pronto para receber o sacerdócio de Melquisedeque na próxima Conferência de Estaca. Eu estava muito animado naqueles meus primeiros meses como membro novo, fiz muitos amigos, eu me sentia muito bem na Igreja, nas noites familiares realizadas nas casas dos membros, nas noites de integração com os Elderes e as Sísteres, eu realmente me sentia mais próximo de Deus. Acontece que eu havia acabado de entrar na faculdade, e tinham muitas festas, e também comecei a fazer muitos amigos fora da igreja. Justamente na semana que eu iria receber o sacerdócio de Melquisedeque eu acabei indo à uma festa e caí na tentação de fazer certas coisas que eu não devia. Ao chegar em casa eu comecei a me sentir muito, muito mal, caí em minha cama e chorei, sentia que havia perdido aquele sentimento bom que estava em meu peito, eu estava vazio,eu me sentia longe de Deus. Conversei no dia seguinte com o Bispo e ele me disse que eu deveria ficar 1 mês em período probatório, sem poder tomar o sacramento, e que não receberia o sacerdócio na Conferência. Fiquei arrasado.

Naquela época eu jogava basquete pelo time da cidade e um de meus melhores amigos era um jogador dois anos mais velho do que eu, que eu respeitava muito. Na segunda-feira após a Conferência de Estaca eu encontrei com este amigo e lhe contei tudo o que havia ocorrido e o porquê de eu estar tão mal. Tentando me ajudar, ele me ouviu e conversou comigo buscando de todos os modos me fazer desacreditar da Igreja e de toda a história de Joseph Smith. Ele tentou me convencer que eu estava sendo enganado, perdendo meu tempo, que era tudo mentira, etc. Nossa conversa foi longa e ele acabou dormindo na minha casa onde ficamos conversando até umas duas horas da manhã. Como eu já estava abalado pela vergonha que eu passara na Igreja, e como eu pouco conhecia da doutrina, eu não encontrava nenhum argumento e nem forças para contrapor o que meu amigo me dizia, minha fé estava fraca. De repente, simplesmente desacreditar de tudo parecia bem conveniente para mim. Fiquei em dúvida, não sabia mais se eu havia feito a escolha certa. Lembro-me que fui dormir decidido a não ir à Igreja no próximo Domingo para ver se eu me sentiria melhor. E dormi pensando assim.

Na manhã seguinte, meu amigo acordou bastante assustado e louco para falar comigo, lembro-me dele me chamando dizendo que tinha que me contar o sonho que ele havia tido. E este foi o sonho que ele me relatou conforme eu escrevi na época, nas palavras dele:

“Sonhei que eu (meu amigo)estava em um campo verde, largo e muito bonito. O céu estava azul e havia muitas árvores ao nosso redor. Havia quatro pessoas na seguinte ordem: eu, você e outros dois homens loiros que não sei quem eram. Estávamos caminhando um atrás do outro, seguindo por um caminho como se fosse uma trilha, que cada vez ficava mais estreita. Comecei a observar ao nosso redor, e percebi que havia muitos animais estranhos correndo por todos os lados. Eram animais como cavalos com três olhos, sem pernas, com defeitos físicos, estranhos. Eu os observava sem medo algum, e olhava para todos os lados como se tudo fosse natural. Eu até mesmo saía da trilha, caminhava pelo campo, observava tudo e depois voltava para o caminho atrás de vocês.  Percebi que você e os dois homens loiros pareciam ignorar tudo o que estava ao nosso redor, vocês não olhavam para os lados, apenas olhavam e seguiam para frente, um atrás do outro, seguindo a trilha, e eu ia atrás de você.

Percebi que do nosso lado havia um rio escuro, que acompanhava nosso caminho, indo na mesma direção da trilha. De repente, chegamos a uma barreira que nos impedia de chegar ao outro lado, mas precisávamos passar por ela para continuar seguindo a trilha.  Lembro-me também que naquele campo verde havia um cavalo em especial que estava preso em uma espécie de cerca um pouco distante de nós, não sei o porquê disso. Este cavalo também tinha deformações físicas, mas por mais estranhas e bizarras que fossem essas criaturas, eu olhava para elas como se fosse tudo normal.

Bem, tínhamos que conseguir passar por aquela barreira que à primeira vista, para mim, parecia bem fácil de se passar. Vi também que aquele rio que passava debaixo da barreira, era o mesmo rio que nos acompanhou durante o caminho no campo, ele era muito escuro, e eu podia ver muitos animais dentro dele. Não eram animais normais, mas todos pareciam ter mutações, defeitos físicos. Quem caísse da barreira, cairia direto neste rio.

O primeiro homem loiro passou pela barreira para o outro lado, e foi muito, mas muito lento, mas conseguiu passar. Não pude compreender porque ele havia sido tão lento para atravessar aquela barreira. Lembro-me que saíam da barreira quatro galhos, mas o primeiro homem atravessou sem segurar nenhum deles e conseguiu chegar ao outro lado. O céu, que antes estava azul, já não estava tão claro, e o tempo escureceu um pouco. Não me lembro de ter visto o segundo homem loiro passar, e daí chegou a sua vez. Você foi mais lento ainda, mas muito lento, lento demais! Eu não conseguia compreender o porquê de tão lento. Você começou a atravessar a barreira e segurou em um dos galhos, acho que depois você segurou no terceiro galho, então alguém lhe deu a mão e você conseguiu chegar ao outro lado. Quando chegou a minha vez eu entendi o porquê da lentidão de vocês. Praticamente não havia lugar onde pôr os pés, era muito difícil, quase impossível de se atravessar. Portanto eu fui bem devagar, segurando em todos os galhos, mas quando peguei no quarto galho que era o último, não sei se ele arrebentou ou se foi minha mão que escorregou, mas eu caí para trás. Eu iria cair direto naquele rio escuro, mas alguma coisa me segurou, alguma força me puxou para cima, não sei se foi alguém…não me lembro, e eu acordei. ”

Após ele me relatar o sonho, eu lhe disse correndo que tinha que mostrar-lhe algo que ele nunca havia visto antes, o Livro de Mórmon. Apesar de nós termos discutido tanto na noite anterior, não sei porque, mas só havíamos utilizado a Bíblia. Primeiro eu pedi que ele desenhasse o sonho em um papel, e só então eu lhe mostrei o sonho do profeta Leí em 1Néfi 8. Eis o desenho dele abaixo.

Lemos juntos o sonho de Leí no capítulo 8 de 1Néfi. Analisamos as semelhanças e ficamos ambos atônitos com o que estávamos vendo. Parecia bem claro que Deus estava nos dando uma mensagem, e dentre as muitas conclusões que poderíamos ter, uma era clara, que se fosse para alguém seguir as ideias do outro, era o meu amigo que deveria me seguir, e não o contrário. Decidi permanecer na Igreja, aceitei este sonho como um testemunho sagrado. Meu amigo chegou a visitar a Igreja e a ouvir os missionários, mas não quis se batizar. Porém, depois disso ele parou de criticar minha decisão, e às vezes nos treinos ele brincava me chamando de Néfi e eu o chamava de Leí. Naquele momento tudo mudou porque de alguma maneira Deus havia falado com a gente.

Se você quiser ler o sonho de Leí no Livro de Mórmon e sua interpretação leia 1Néfi, dos capítulos 8 ao15 (Clique aqui para ler o Sonho de Leí na íntegra). Veja que o verdadeiro foco do sonho de Leí era a árvore da vida, que simbolizava o amor de Deus, ou seja, o Salvador Jesus Cristo (1Néfi 11:7). Por isso, quando Néfi pede ao anjo a interpretação do sonho, o anjo lhe mostra o nascimento e o ministério de Cristo. A árvore é o ponto central do sonho de Leí, que é Cristo, a árvore da vida, a fonte das águas vivas. Meu amigo, assim como Leí, sonhou com anjos que nos guiavam por um campo largo e espaçoso (1Néfi 8:5-9), campo este que simboliza o mundo e seus habitantes (ver GEE Campo), viu um rio de água suja, que simbolizava as profundezas do inferno (1Néfi12:16),a névoa de escuridão, que são as tentações do diabo (1Néfi12:17), viu algo semelhante a barra de ferro que se estendia pela barranca do rio, que simbolizava a palavra de Deus, (1Néfi15:24), e caminhou assim como Leí, por um caminho estreito e apertado (1Néfi 8:20).Meu amigo apenas não sonhou com a árvore da vida, mas isso, creio eu, foi pelo fato dele não ter chegado ao outro lado em seu sonho. Somente um ano depois, em abril de 2000, quando passei pelo Templo pela primeira vez, me fez sentido alguém me dar a mão para chegar ao outro lado. Nós sabemos o que existe do outro lado depois que alguém nos puxa pela mão ao final da nossa caminhada pela estreita trilha da mortalidade, do outro lado está o Reino Celestial, está a Árvore da Vida, está Cristo.

“E disseram-me: O que significa o rio de água que nosso pai viu?

E respondi-lhes que a água que meu pai viu era imundície; e sua mente estava tão absorvida com outras coisas, que não observou a imundície da água.

E disse-lhes que era um horrível abismo que separava os iníquos da árvore da vida e também dos santos de Deus.

E disse-lhes que era uma representação daquele horrível inferno que o anjo me dissera estar preparado para os iníquos.”

1Néfi 15:26-29

O relato acima foi o primeiro sonho que recebi dos céus. Sinto que por causa disso eu desenvolvi uma grande fé em sonhos e, por isso, no decorrer destes 18 anos que tenho como membro da Igreja, experimentei dezenas de sonhos sagrados que eu mesmo sonhei, que me orientaram, me confortaram e às vezes me repreenderam. Os sonhos são, sem dúvida alguma, uma maneira sagrada pela qual Deus se comunica conosco.

Às vezes os sonhos são curtos e objetivos. Quando voltei da missão, em 2002, tive que me esforçar para me readaptar a vida normal. A adaptação não foi muito fácil. Certa noite, antes de dormir, orei pedindo que o Senhor me ajudasse a sentir que Ele me amava, eu queria sentir o amor de Deus. Naquela noite eu sonhei com meu segundo presidente de missão. Ele aparecia para mim e me dava um grande abraço. Como eu amava e admirava meu presidente, como ele me ajudou a desenvolver minha fé, minha autoestima e meus talentos, como ele sempre teve paciência comigo e confiou em mim. Quando acordei do sonho, orei para entender o que aquilo significava, e entendi que no sonho o meu presidente simbolizava todos os meus líderes do sacerdócio desde o meu batismo, e lembrei do meu bispo, meu presidente do quórum, meu primeiro companheiro de mestre-familiar, meus líderes do CTM e meus presidentes da missão, o quanto que estes homens haviam me ajudado e demonstrado amor, atenção e paciência, o quanto eles haviam me ensinado e quanta confiança haviam depositado em mim. Entendi que estes líderes do sacerdócio estavam representando meu Salvador, e que através deles eu poderia ter uma ideia do amor e da preocupação que Deus tem por mim. Minha oração estava respondida. Eu sabia que através deste sonho Deus havia falado comigo e que Ele me amava.

A Obra Vicária do Templo também nos dá muitas experiências especiais. Em 2011 eu sonhei com minha querida avó que havia falecido. Já fazia mais de 1 ano que ela havia morrido e eu ainda não havia feito o batismo dela no templo. Eu tinha certa dificuldade em fazer minha genealogia, achava complicado e acabava deixando sempre para depois. Então, certa noite tive o seguinte sonho:

“Eu estava no banco de trás de um carro, minha mãe o estava dirigindo e minha avó estava de carona na frente. Parecia que estávamos indo para casa, mas de repente minha mãe parou o carro em uma esquina, onde havia uma enorme casa com um muro branco bem alto, olhei pelo portão e tive a impressão de ver uma grande piscina com algumas pessoas de branco, e pensei que fosse um clube. Então minha avó desceu do carro bem alegre e sorridente para entrar neste lugar, e minha mãe me disse – Sua avó ficará aqui para se preparar para amanhã.  Lembrei-me que minha avó sempre fora muito vaidosa, e achei então que aquele lugar poderia ser um salão de beleza, onde ela iria arrumar seu cabelo. E acordei do sonho.”

Acordei surpreso e intrigado com este sonho, pois nunca havia sonhado com minha avó, e senti que deveria orar a respeito. Então pensei: minha avó tem que se preparar para amanhã, o que haverá amanhã? E lembrei-me que no dia seguinte seria sexta-feira e haveria caravana ao templo, eu já havia dado meu nome para ir mas não tinha os dados da minha avó. É isso, pensei, amanhã irei ao Templo, será o batismo da minha avó! Ela está se preparando para isso! Liguei para o meu pai e peguei com ele por telefone todos os dados da minha querida avó, e no dia seguinte, eu a batizei no Templo de Campinas. Senti mais uma vez que Deus estava falando comigo.

Há inúmeras experiências que eu gostaria de compartilhar aqui, de sonhos que me ajudaram a fazer a sagrada obra vicária no templo pelos meus antepassados, a sonhos que me orientaram em meus chamados na Igreja, em minha vida amorosa e profissional. Sonhos que fortaleceram meu testemunho de Cristo, de Joseph Smith e que também me advertiram para perigos que surgiriam no futuro. Não convém que eu exponha tudo aqui, acredito que mais valor teria 10 experiências de 10 pessoas do que 50 experiências da mesma pessoa. Por isso, concluo abaixo com a experiência do cantor mórmon americano David Archuleta e convido-os a compartilharem suas próprias experiências nos comentários abaixo. Em uma época onde as trevas crescem no mundo, sinto que precisamos compartilhar nossa luz.

Em 2016 o cantor David Archuleta compartilhou nas redes sociais sua nova música “My Little Prayer”, que traduzida é “Minha pequena oração”.

Ele relata sua experiência em sua página oficial do Facebook, https://www.facebook.com/davidarchuleta/?fref=ts, e eu traduzi seu relato abaixo:

“Algo que eu tento fazer é começar todos os dias com uma oração pela manhã e então, terminar o dia com uma oração à noite. Às vezes, entretanto, eu durmo antes de dizer minha oração da noite. Certa vez, quase um ano atrás, eu tive uma destas noites quando durmo antes de orar. Algo fora do comum aconteceu.

Aquela noite eu tive um sonho. Foi diferente de qualquer outra coisa que eu já experimentara. Em meu sonho eu estava orando – conversando com Deus. A conversa também foi diferente. Eu estava cantando. Eu podia escutar acordes simples em meu sonho sobre os quais eu estava colocando uma melodia simples e uma oração.

Enquanto eu estava tendo esta conversa em forma de música com Deus, Ele me disse para levantar e escrevê-la. Então eu pensei e disse: “…mas…estou dormindo. Não tenho certeza se sei como acordar de um sonho!” Ele me disse “se você não acordar agora, você irá esquecê-lo pela manhã”. Eu tentei tudo o que pude para acordar e consegui! Ali, no meio da madrugada eu fui direto para o piano com as palavras e a melodia do que eu havia falado em meu sonho ainda claros em minha mente, e os escrevi. Foi a canção mais rápida que eu já escrevi porque eu senti que esta canção havia sido dada para mim.

Eu já cantei esta canção diversas vezes este ano e as pessoas ficavam sempre me perguntando onde poderiam encontrá-la, então eu senti que seria bom compartilhá-la nesta época de Natal. Espero que vocês gostem e se encorajem para começar sua própria conversa simples e sincera em oração! ” – David Archuleta

Vemos, nesta experiência sagrada, que Deus instruiu claramente por meio de um sonho o canto David Archuleta a escrever esta música que fala sobre oração. Clique aqui para ver o vídeo da música Minha Pequena Oração de David Archuleta.

Este é o segundo artigo da Série “Deus Fala Comigo”, do OrvalhoSUD. Discorreremos nesta série sobre 21 maneiras distintas pelas quais Deus se comunica conosco. Eu sei que Deus pode falar conosco por meio das escrituras e também por meio de sonhos. Se você já teve alguma experiência semelhante e se sentir à vontade em compartilhá-la, escreva-nos nos comentários abaixo. Assine nosso site para receber os artigos em seu e-mail. Nosso próximo artigo falará sobre “Um Ardor no Peito”, até lá!