“Mas se não estiver certo, não terás tais sentimentos; terás, porém, um estupor de pensamento que te fará esquecer o que estiver errado; portanto, não podes escrever aquilo que é sagrado a não ser que te seja concedido por mim.” D&C 9:9

Neste artigo 05 da série “Deus Fala Comigo” veremos de que maneira Deus responde não às nossas orações. No artigo anterior, número 04, nós vimos exemplos de quando Ele nos responde sim. Entendemos que nesta situação o Senhor enternece nosso coração e dá paz à nossa mente. Compartilhei com vocês os exemplos de Néfi e de Oliver Cowdery, e depois quatro exemplos pessoais meus (o que me levou ao batismo, duas experiências que tive na missão e uma mais recente, já casado). Se você leu este artigo, você deve ter percebido que minhas duas primeiras experiências foram um pouco diferentes das outras duas, vejamos:

  • Experiências 1 e 2: sentimento forte de paz e leveza, como se andasse em nuvens
  • Experiências 3 e 4: sentimento de que estava tudo bem, de tranquilidade

O que explicaria estas duas experiências distintas? Vou lhes dar uma possível razão. Se você tivesse vivido sua vida inteira dentro de uma caverna escura, como você se sentiria quando visse a luz pela primeira vez? E na segunda vez? E na décima vez? E na centésima vez? Você se sentiria da mesma maneira na primeira e na décima vez? Creio que não. A luz que você vê é exatamente a mesma em todos os momentos, contudo, no início ela parece ser bem mais forte até você se acostumar a ela. Acredito que assim também se dá com o Espírito Santo. No início pode ser um sentimento novo, uma alegria e uma forte paz que te surpreende. Depois de um tempo, ao se acostumar com a companhia do Espírito, passamos a ter um sentimento de tranquilidade e paz constante que nos acompanha durante a vida. Talvez haja outros motivos pelos quais a paz e a alegria são às vezes bem fortes, enquanto em outros momentos sentimos apenas uma tranquilidade mansa na alma.

“Mas o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. Gálatas 5:22

Ao nos batizarmos e recebermos o Espírito Santo por imposição das mãos nós teremos sempre esta paz em nosso peito e essa luz em nós. Provavelmente, aos poucos essa paz não será sentida de maneira tão intensa como foi no início, no primeiro ano de Igreja, pois vamos nos acostumando à ela. Entretanto, essa paz nos dá segurança dia após dia de que nossas decisões estão nos levando para Deus, dando-nos sabedoria, direção e clareza para seguir adiante em todas nossas escolhas.

“Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.” Coríntios 14:33

“Mas eis que vos digo que deveis orar sempre e não desfalecer; e nada deveis fazer para o Senhor sem antes orar ao Pai, em nome de Cristo, para que ele consagre para vós a vossa ação, a fim de que a vossa ação seja para o bem-estar de vossa alma.” 2Néfi32:9

Enquanto vivermos em retidão, sempre teremos este conforto em nosso peito, esta tranquilidade e paz constante que nos diz que estamos bem, que estamos no caminho de Deus. Isso não significa que não passaremos por tristezas e dores, pois o caminho é “estreito e apertado”. Contudo, nos momentos de provação não haverá desespero em nós. Nossa tristeza será solene, nossa mágoa será mansa, o nosso choro será humilde e mesmo em meio a muitos problemas, teremos uma esperança permanente dentro de nós, pois o Espírito de Deus estará sempre nos consolando e alimentando a esperança de que logo tudo estará bem. Portanto, esta paz constante deveria ser o nosso estado natural nesta vida como discípulos de Cristo. Por outro lado, o desespero só seria sentido por um cristão se ele estiver quebrando os mandamentos e encobrindo seus pecados, ao invés de se arrepender.

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desesperados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não perdidos.” 2 Coríntios 4:8-9

“E se não tendes esperança, deveis estar em desespero; e o desespero vem por causa da iniquidade.” Moroni 10:22

Sendo assim, todas as vezes que estivermos perdendo esta paz, alguma coisa estará errada. Se estivermos em desespero será provavelmente porque cometemos um pecado grave ou porque estamos perdendo nossa fé em Cristo. Mas às vezes não fizemos nada de errado, temos fé no Salvador e estamos vivendo em harmonia com o Espírito, mas quando oramos a respeito de algo, sentimos um incômodo, um vazio no peito, uma forma de angústia, algo que nos corrói por dentro, nossos pensamentos ficam confusos, ficamos inseguros e perdidos. O que isso significa? Provavelmente significa que você está pensando em fazer algo contrário a vontade de Deus. Quando você sentir isso, saberá que está trilhando por um caminho errado ou pensando em faze-lo, é hora de corrigir a rota.

“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” Romanos 8:6

Assim respondemos a pergunta deste artigo 5 – como podemos reconhecer quando a resposta de Deus é não? Você se lembra de toda aquela paz, tranquilidade e segurança da qual falamos que você sente quando Deus está te dizendo sim? Pois bem, você não sente nada disso. Se você ora a Deus e expõe todos seus sentimentos e suas escolhas, mas depois você sente uma angústia, sente algo incomodando o seu peito, não consegue manter seu pensamento focado no assunto, não enxerga suas ideias com clareza e não se sente 100% seguro do que deve fazer, sentindo medo e incerteza, Deus está te respondendo que não. Talvez você fique até perguntando para seus familiares e amigos se sua decisão está boa e correta, porque de alguma maneira você quer que alguém apoie sua decisão, mas no fundo você sabe que sua incerteza já é sua resposta, Deus já te mostrou que não.  Se você estava vivendo em retidão e não fez nada de errado que te levasse a ter estes sentimentos ruins, então Deus está te dizendo para não seguir adiante em seus planos. Este sentimento ruim no peito e de dúvida na mente somado a dificuldade de enxergar seus pensamentos e planos com clareza é o que definimos nas escrituras como um “estupor de pensamento”.

“Mas se não estiver certo, não terás tais sentimentos; terás, porém, um estupor de pensamento que te fará esquecer o que estiver errado; portanto, não podes escrever aquilo que é sagrado a não ser que te seja concedido por mim.” D&C 9:9

Vemos aí a enorme importância de se viver os mandamentos. Pois quando se vive em harmonia com o Espírito Santo, basta você sentir esta paz se afastar um pouco de você para que você perceba que existe algo errado. Porém, se você andou fazendo coisas erradas e ainda não se arrependeu, se você anda escondendo seus pecados, ou se de alguma maneira você não tem vivido de forma a merecer a companhia do Espírito, então será mais difícil você reconhecer quando a resposta for não. Quanto maior for a sua retidão pessoal, mais clara será sua comunicação com Deus. Por isso é fundamental que guardemos os mandamentos, para assim termos a mente, os ouvidos, os olhos e o espírito prontos para ouvir e sentir a voz do Nosso Pai Eterno. Se assim fizermos, a paz será constante em nossas vidas, a não ser que Deus esteja nos dizendo não.

“Aprende de mim e ouve minhas palavras; anda na mansidão de meu Espírito e terás paz em mim.” D&C 19:23

“Tenho-vos dito essas coisas para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16:33

Compartilharei com vocês agora duas experiências. Uma das escrituras, com o profeta Néfi, e outra pessoal minha, onde fui muito abençoado por ter ouvido o não de Deus.

Quando lemos a história do profeta Néfi nos primeiros capítulos do Livro de Mórmon, vemos que ele era um homem fiel, que ouvia constantemente a voz de Deus, e que apesar de sofrer com a perseguição de seus irmãos, ele sempre os perdoava rapidamente e dava continuidade na obra que o Senhor lhe havia dado, seja voltar para Jerusalém, seja caçar alimento ou construir uma embarcação. Foi sempre assim, até que chegamos em 2Néfi 4. Neste capítulo o profeta Leí morre e Néfi assume o papel de líder espiritual da família, o que não é bem aceito pelos seus irmãos mais velhos. Lemos abaixo:

 

“E aconteceu que depois de meu pai, Leí, ter falado a toda a sua casa, segundo os sentimentos de seu coração e o Espírito do Senhor que estava nele, envelheceu. E aconteceu que morreu e foi sepultado. E aconteceu que poucos dias depois de sua morte, Lamã e Lemuel e os filhos de Ismael enfureceram-se comigo, por causa das admoestações do Senhor.” 2Néfi 4:12-13

“Eis que aconteceu que eu, Néfi, muito clamei ao Senhor meu Deus por causa da ira de meus irmãos. Mas eis que a sua ira contra mim aumentou a tal ponto que procuraram tirar-me a vida. Sim, murmuravam contra mim, dizendo: Nosso irmão mais jovem pensa em exercer domínio sobre nós; e tivemos muitas aflições por sua causa; portanto, matemo-lo agora, para que não nos aflija mais com suas palavras. Pois eis que não permitiremos que ele seja nosso chefe; pois compete a nós, que somos os irmãos mais velhos, governar este povo. Ora, não escrevo nestas placas tudo quanto murmuraram contra mim. Basta-me dizer que procuraram tirar-me a vida.” 2 Néfi 5:1-4

Nós sabemos que Néfi já havia sido ameaçado por seus irmãos outras vezes e os havia perdoado depois. Até aqui sempre havíamos sentido paz, mansidão e segurança em Néfi. Porém, neste momento os sentimentos dele foram outros, observe os versículos abaixo, se possível leia em voz alta para tentar captar o sentimento do profeta.

“16 Eis que minha alma se deleita nas coisas do Senhor; e meu coração medita continuamente nas coisas que vi e ouvi.

17 Não obstante, apesar da grande bondade do Senhor, mostrando-me suas grandes e maravilhosas obras, meu coração exclama: Oh! Que homem miserável sou! Sim, meu coração se entristece por causa de minha carne; minha alma se angustia por causa de minhas iniquidades.

18 Estou cercado por causa das tentações e pecados que tão facilmente me envolvem!

19 E quando desejo alegrar-me, meu coração geme por causa de meus pecados; não obstante, sei em quem confiei.

26 Oh! Então se vi coisas tão grandes e se o Senhor, em sua condescendência para com os filhos dos homens, visitou os homens com tanta misericórdia, por que, pois, deveria meu coração chorar e minha alma padecer no vale da tristeza e minha carne definhar e minhas forças diminuírem por causa de minhas aflições?

27 E por que eu cederia ao pecado por causa de minha carne? Sim, por que sucumbiria a tentações, para que o maligno tivesse lugar em meu coração a fim de destruir minha paz e afligir minha alma? Por que estou irado por causa de meu inimigo?

28 Desperta, minha alma! Não te deixes abater pelo pecado. Regozija-te, ó meu coração, e não dês mais lugar ao inimigo de minha alma.

29 Não te ires outra vez por causa de meus inimigos. Não enfraqueças minhas forças por causa de minhas aflições.

30 Regozija-te, ó meu coração; e clama ao Senhor, dizendo: Ó Senhor, eu te louvarei para sempre! Sim, minha alma regozijar-se-á em ti, meu Deus e rocha de minha salvação.

31 Ó Senhor, redimirás minha alma? Livrar-me-ás das mãos de meus inimigos? Far-me-ás tremer à vista do pecado?

32 Que as portas do inferno estejam constantemente fechadas diante de mim, porque meu coração está quebrantado e contrito o meu espírito. Ó Senhor, não me feches as portas da tua retidão, para que eu ande na senda do vale baixo, para que eu seja firme no caminho plano.

33 Ó Senhor, rodeia-me com o manto da tua retidão! Ó Senhor, prepara um caminho para a minha fuga diante de meus inimigos! Endireita a minha vereda diante de mim. Não ponhas em meu caminho uma pedra de tropeço, mas limpa-o e não obstruas o meu caminho, mas sim os caminhos de meus inimigos.

34 Ó Senhor, confiei em ti e em ti confiarei sempre. Não porei minha confiança no braço de carne, pois sei que aquele que confia no braço de carne é maldito. Sim, maldito é aquele que confia no homem, ou seja, que faz da carne o seu braço.

35 Sim, sei que Deus dará com liberalidade ao que pedir. Sim, meu Deus dar-me-á se eu não pedir impropriamente; portanto, levantarei a minha voz a ti; sim, clamarei a ti, meu Deus, rocha de minha retidão. Eis que a minha voz eternamente ascenderá a ti, minha rocha e meu Eterno Deus. Amém.”

Você acha que neste momento Néfi estava sentindo aquela paz e alegria da qual falamos anteriormente? Percebe como seus sentimentos mudaram em relação aos outros momentos que ele vivera no Livro de Mórmon? Por que isto estava acontecendo? De onde vinha esta angústia? Néfi certamente não havia cometido nenhum pecado grave, entretanto, o Espírito estava claramente dizendo para ele que não, que não dava mais para ele continuar com seus irmãos, era hora de tomar uma atitude diferente. Não acho que foi fácil para Néfi, depois de mais de 30 anos ao lado de seus irmãos, viajando e passando por diversas dificuldades juntos, simplesmente deixá-los e dividir a família depois da morte de Leí. Certamente não foi fácil. Acredito que no fundo Néfi desejava ajudar seus irmãos, perdoá-los mais uma vez e orientá-los como havia feito no passado. Provavelmente ele queria dar continuidade ao que seu pai, Leí, fez. Porém, toda essa angústia e tristeza mostravam-lhe que não dava mais, o Senhor estava lhe dizendo não, você não deve seguir adiante.  Foi neste contexto que Deus ordenou que Néfi fugisse e se separasse daqueles que não acreditavam em suas profecias. Vemos aqui um claro exemplo de como o Espírito incomoda a mente e a alma daqueles que vivem em retidão para dizer-lhes não, para dizer que é hora de tomar um novo caminho.

 “E aconteceu que o Senhor me advertiu para que eu, Néfi, me afastasse deles e fugisse para o deserto, com todos os que quisessem seguir-me.” 2Néfi 5:5

Concluo agora compartilhando uma experiência pessoal minha. Alguns meses antes de me casar, em 2011, eu havia arrumado um emprego que me fazia muito mal. Eu era recém-formado em Administração e depois de 3 meses sem conseguir nenhuma entrevista, eu havia conseguido um emprego como assistente administrativo. O salário era bem baixo e meu chefe gritava comigo constantemente, por qualquer coisa, o que fazia com que eu me sentisse extremamente humilhado, desvalorizado, estressado e triste. Nunca imaginei que me encontraria em uma situação dessas. Recém-casado, eu precisava daquele emprego, e não via outras oportunidades para mim no mercado de trabalho. Vendo-me nesta situação terrível, eu muitas vezes orei ao Senhor dizendo: “Meu Pai Celestial, eu não aguento mais este emprego, eu me sinto humilhado, triste, eu quero sair de lá, pedir demissão, me ajuda, é isso mesmo que eu devo fazer? Eu não quero mais isso para mim, isso me faz mal e está atrapalhando o meu casamento, a minha mente e o meu espírito, me ajuda, é isso mesmo que devo fazer? Devo sair de lá? ”

Cada vez que eu fazia essa oração, eu fazia na expectativa de ouvir um belo sim do Senhor. Porém, quando eu me levantava, eu me sentia vazio, com um incômodo no peito, uma angústia, completamente oposta ao sentimento de amor e paz que eu descrevi no artigo anterior. A resposta de Deus para mim era não, não peça demissão.

Às vezes era muito difícil para eu entender porque eu tinha que passar por aquilo. Lembro-me que eu dizia para minha esposa, “acho que o Senhor espera que eu desenvolva mais humildade, só pode ser isso, porque sinto claramente que não devo sair de lá, Ele quer que eu passe por isso, Ele quer que eu continue com este chefe que me humilha, não sei porquê. Sempre que oro a respeito de sair de lá a resposta é não, acho que preciso mesmo ser mais humilde.”

Depois de meses de oração, quando eu tinha apenas 3 meses de casado, eu finalmente comecei a ouvir o “sim” do Senhor. Em meu coração e minha mente comecei a sentir paz quanto ao assunto, ao orar eu comecei a me sentir leve, seguro e feliz ao pensar em sair daquele emprego, o sentimento era outro,  senti portanto que Deus estava me liberando para fazer o que há meses eu vinha Lhe pedindo.  Sem nenhum outro emprego em vista, eu chamei meu chefe para conversar e lhe disse que não queria mais continuar na empresa. Ele ficou relutante e disse para eu continuar trabalhando com ele até que eu encontrasse outro emprego. Porém, com o sim do Senhor eu não tinha porque continuar lá, eu queria sair o mais rápido possível, e saí mesmo sem ter a expectativa de qualquer outro emprego.

Com três meses de casado eu estava desempregado em casa, organizando meus currículos, e vendo como pagaríamos nossas contas. Eu não estava em uma situação fácil, mas estava em paz, pois sentia que havia algo melhor para mim. Eu tinha plena confiança no que eu havia sentido em minhas orações. O Senhor me havia dito não por tanto tempo, não havia motivos para eu ter dúvidas deste sim que eu estava sentindo agora.

Escrevi em um papel tudo o que eu precisava, o salário que eu queria, o tipo de emprego que eu buscava e também tudo o que eu estava disposto a fazer para conseguir aquele emprego. Então eu orei ao Senhor e lhe expus meus sentimentos e planos. Eu estava disposto a distribuir milhares de currículos sem cansar. No dia seguinte, ao acordar, levantei com o claro sentimento de que deveria deixar de lado a ideia de trabalhar com administração em alguma empresa, e que eu deveria investir somente em inglês, eu deveria ter meu negócio próprio como professor de inglês com aulas particulares e em empresas. Foi um choque para mim sentir isso, pois há 10 anos eu dava aulas de inglês somente para ter uma renda extra, um “bico”, e eu acabara de me formar em administração e jamais pensara em ter o inglês como minha fonte de renda principal. Lembro que naquela manhã eu disse a minha esposa – Amor, sinto que Deus está me dizendo que devo trabalhar somente com Inglês. Minha impressão foi tão real que eu não enviei nenhum currículo para trabalhar com administração, mas comecei a organizar meu próprio curso de Inglês e a pensar como conseguiria achar alunos naquela cidade que eu me mudara fazia pouco mais de um ano. Foi aí que, de repente, tudo fez sentido. Algum tempo depois, minha esposa encontrou com uma amiga e comentou com ela que eu iria trabalhar com aulas de Inglês. Esta amiga nossa trabalhava em uma multinacional italiana, uma empresa muito boa que oferecia aulas de Inglês para seus funcionários. No entanto, a professora deles de Inglês estava indo embora do país na semana seguinte, e eles iriam precisar de outro professor. Fui até lá, apresentei meu curso e eles gostaram. Comecei a dar aulas lá com 9 alunos em 2012, e com isso eu já comecei a ganhar o dobro do que ganhava como assistente administrativo no meu trabalho anterior. Hoje, em 2017, continuo nesta empresa, e tenho quase 50 alunos, inclusive o CEO e diversos gerentes. Além disso tive diversas oportunidades de trabalhar como tradutor e intérprete. Sinto que este trabalho é uma das maiores bênçãos que já recebi em minha vida, pois além da independência financeira, eu descobri que minha verdadeira vocação é ser professor, e eu amo minha profissão, e é uma grande bênção trabalhar com aquilo que se ama. Meu coração se enche de gratidão a Deus por tudo isso que vivi e que tenho vivido. Eu sei que eu só consegui este trabalho porque Deus me orientou, porque Deus respondeu minhas orações e me ajudou a sair no momento certo do meu antigo emprego. Eu escutei quando Ele me disse não, e escutei quando Ele me disse sim, com isso descobri qual é a verdadeira vocação da minha vida e tornei-me autossuficiente.  Deus fala comigo, não tenho dúvidas disso.

Este é o quinto artigo da Série “Deus Fala Comigo”, do OrvalhoSUD. Discorreremos nesta série sobre 21 maneiras distintas pelas quais Deus se comunica conosco. Eu sei que Deus pode nos falar por meio das escrituras, por sonhos, por um ardor em nosso peito, enviando paz à nossa mente e ao nosso coração ou fazendo-nos sentir um estupor de pensamento. Se você já teve alguma experiência semelhante, compartilhe-a nos comentários abaixo, caso sinta que deva. Curta nossa página no Facebook e assine nossa newsletter para receber as atualizações do nosso site. O tema do nosso próximo artigo será “Coragem, caminhando contra a lógica”. Até lá!